No calor das discussões políticas, a coerência parece ter tirado férias na Câmara Municipal. Durante uma fala exaltada na última sessão da Câmara, a vereadora, que ocupa o cargo graças à suplência, resolveu disparar contra os próprios suplentes, como se estivesse acima deles, esquecendo convenientemente que ela mesma só está ali porque alguém saiu para ela entrar.
Sim, você leu certo. A parlamentar, que entrou na vaga deixada por outro, decidiu vestir a faixa de “titular legítima” e passou a atacar suplentes como se fossem um mal a ser combatido. O discurso gerou olhares tortos, cochichos e muita indignação entre quem entende, minimamente, como funciona o sistema eleitoral.
Tem suplente por aí achando que é vereador, praticamente disse ela, ignorando o fato de que também era, até bem pouco tempo atrás, uma dessas pessoas que “só entraram porque alguém saiu”. A ironia da situação parece ter escapado completamente da oradora, que, num surto de vaidade política, esqueceu da própria origem.
A repercussão nas redes sociais foi imediata. Internautas não perdoaram o deslize da vereadora, pois parece que sabem que para garantir uma vaga, a SUPLENTE DUDA PERES dependia da dança das cadeiras para sentar-se ao plenário.
O caso escancara o quanto o poder pode subir à cabeça de alguns políticos, fazendo-os esquecer não só de onde vieram, mas também quem são. Afinal, criticar suplente sendo suplente é como cuspir no espelho: mais cedo ou mais tarde, a verdade volta para o rosto de quem fala.
